




O Marrocos é um país cuja população se divide entre árabes e bérberes e que em sua grande maioria segue a religião muçulmanaO Marrocos é um país cuja população se divide entre árabes e bérberes e que em sua grande maioria segue a religião muçulmana.
Casablanca é a cidade mais ocidentalizada do Marrocos. Aqui a juventude marroquina mostra a influência da dominação francesa de mais de 40 anos
A principal atração da cidade é a Mesquita Hassan II , construída à beira mar , está entre as três maiores do mundo. Na parte reservada à família real tem piso de vidro que permite ver o mar . É uma das poucas mesquitas abertas a não muçulmanos ,em visitas guiadas.
Em função do filme "Casablanca" a cidade mantém uma certa mística no imaginário Ocidental, principalmente dos que já passaram dos 40. O filme não foi rodado por aqui, mas vale a pena parar para um dia de reconhecimento.
Casablanca é um contraste em cada esquina, a começar pelo bairro mais elitizado, que chama-se Califórnia e é repleto de mansões com belos jardins e muros altíssimo. Almoçamos num dos muitos restaurantes no calçadão à beira mar e, como era domingo, os clubes e bares estavam bem movimentados. Aqui não há praia, e para compensar a orla é pontuada de piscinas feitas nas pedras e cheias com água do mar.
Os não muçulmanos tem acesso a poucos prédios religiosos no Marrocos, e a entrada na Mesquita Hassan II é retrita a tours guiados. Passeamos pelo entorno e confesso que é difícil decidir para onde olhar , se para o prédio e seus mosaicos ou para a diversidade de tipos que perambulam pelas cercanias.
Fez é a cidade mais antiga do Marrocos, e é umas das quatro cidades imperiais sendo identificada com a cor azul de seus mosaicos. Sua medina é quase uma volta no tempo e remonta a um passado de glórias. Fundada pela primeira dinastia árabe, os Idrissis, é considerada a mais espiritual das cidades marroquinas. O rei atual , Mohammed VI, tem especial apreço pela cidade por ser a terra natal da rainha Lala Salma. O Palácio Real , presente na maioriaa das cidades em versões variadas, tem os portões mais belos de Fez (somente aos portões os plebeus tem acesso)
Os burricos reinam por suas ruelas cheias de escada e desníveis, e o que mais se ouve por aqui é algo como "atenção" ou "balak, balak" . Tudo parece saido de uma outra dimensão, cada espaço da medina é repleto de pessoas vivendo um quotidiano normal num espaço exíguo, para nós muito estranho. Jogos de futebol em esquinas da medina surgem a todo momento. Quase todas as mesquitas são vetadas a ocidentais, o que torna a visita um tanto superficial.
O souk vende de tudo, alimentos , roupas , utensílios e das mais variadas formas. Aqui a vida é mais original do que em Marrakech, onde tem-se a impressão de que o mercado é "para inglês ver". O dia que chegamos estava meio conturbado , sábado segue o dia de descanso muçulmano e por isto as ruas são uma muvuca total!
Uma das coisas mais interessantes de Fez são os milenares curtumes. O cheiro é meio insuportável , mas eles dão folhas de menta para irmos colocando no nariz. Em volta várias lojas tem varandas elevadas que oferecem um panorama geral complexo , e depois "empurram" seus produtos em couro. Cuidado na hora da compra, se o cheiro do couro for muito forte provavelmente vai infestar a mala e nunca vai permitir o uso!
O trabalho é totalmente insalubre e segue o mesmo processo milenar do curtimento e tingimento. As pessoas ficam quase submersas nos tanques com uma temperatura externa de quase 40 graus sob o sol. Inimaginável!
Méknes é uma das quatro cidades imperiais marroquinas e sua cor característica é o verde. Região valorizada pela fertilidade de suas terras, é muito conhecida pelo bom vinho que produz. Uma grande muralha envolve a Medina e a decoração dos portões é um atrativo à parte.
A principal atração da cidade são os vestígios do século XVII e do déspota Moulay Ismail. Preocupado em criar um Palácio como o de Luís XIV na França, despojou construções de governantes anteriores e com sua guarda negra não teve piedade com os inimigos. Ele é também é conhecido por um harém de mais de 500 mulheres e 800 filhos.